Target Marketing Comunicação Treinamento Portifólio ClientesLinksInternet Colunas

SESI RJ - Unidade Nova Friburgo
Ampliar


IATEC - Instituto de Artes de Técnicas em Comunicação
Ampliar


IATEC - Instituto de Artes de Técnicas em Comunicação
Ampliar

Ver mais trabalhos

Coelhinho Ovíparo

(08/04/2009)

Toda a Páscoa eu me vejo diante do desdobramento do comportamento humano no que tange a replicar a essência de nossos mecanismos com o consumo.

 

Quando adulto, somos moldados em nome do bom comportamento social a dissimular vontades e reações, deste modo o que alguns chamam de educação, a comunicação vê como disfarce.

Nas crianças, que são os verdadeiros homens, afinal não ocultam seus interesses e querências, demonstram claramente seus mecanismos de satisfação e motivação.

 

Na Páscoa, o fato de coelho não por ovo, pouco importa, desde que venha o chocolate e principalmente com o brinquedo.

 

Com crescimentos na ordem de 20% ao ano, a Páscoa não cansa de dar sinais de ser a data promocional que mais cresce no Brasil.

 

Nossas crianças se afastam cada vez mais do principio real da comemoração e cada vez mais se desenha um segundo dia das crianças. Assim tudo que a garotada quer mesmo é um álibi para se entupir de chocolate do seu personagem preferido do mundo dos cartoons e brincar com alguma bugiganga, que em 2 dias não terá mais nenhuma importância em suas vidas.

 

E se o negócio é álibi, quer seja criança quer seja adulto, a Páscoa vem ganhando muita notoriedade neste quesito. Se por um lado as crianças deixam quieto o fato de que coelho não põe ovo e que é muito complicado para elas entender o quesito ressurreição e lidar, portanto com a morte; os adultos aproveitam para fugir ao menu tradicional, quer seja nos pratos salgados como também nos chocolates de todos os tipos e formatos, afinal, a oportunidade é perfeita, a dieta que fique para segunda-feira.

 

Projetando para o consumo, a Páscoa já extrapola o festejo cristao, e tem hoje todos os instrumentos necessários a uma boa performance de vendas. O álibi, a concessão, a permissão, a exceção, a união, o reconhecimento e aprovação de todos, enfim não dá para escapar. Deste modo dizemos para nós mesmos que temos motivos para comprar o que nosso saldo diz não; para comer o que nossa balança diz não; fazer o que nossa rotina diz não.

 

O processo de consumo precisa reduzir a culpa presente, seja no regime, no comprar, no chutar o pau da barraca e fazer o que se quer, sem disfarces.

Do mesmo modo que a criança se cala para faturar seu chocolate e seu brinquedo, diante das peças que para ela não se encaixam, quer seja coelho, ovo, ressurreição etc., nós também em nome de algumas guloseimas salgadas e doces, vivências e momentos deixamos o “não” para lá e caímos na festa. E antes que alguém ache isso errado, vai aqui uma ressalva: ainda bem que é assim, como dizia meu avô: ”mais vale um gosto que um vintém no bolso”.

 

Feliz Páscoa!


Energisa


Lucitex


SENAI RJ - Unidade Nova Friburgo

Ver mais clientes
Target © 2000 - 2010 Todos os direitos reservados
Tel.: (22) 2522-0563